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História da Arquitetura: tudo o que precisa de saber

Tal como a história da humanidade, a história da arquitetura é tanto extensa como complexa. À medida que as civilizações foram descobrindo novos materiais, foram nascendo diversos estilos de arquitetura ao longo da História.

Inicialmente, as construções eram feitas tendo em conta a parte funcional, sobretudo no que diz respeito à habitação e sobrevivência. Atualmente, a visão já é outra, uma vez que os edifícios não têm somente esse propósito. Aliam a funcionalidade ao design, de modo a impactar quem vê e proporcionar maior conforto a quem faz uso das construções.

Desde as cavernas neolíticas até aos edifícios contemporâneos, todas as construções deixam uma marca importante na evolução arquitetónica. Quer saber mais sobre como se deu esse acontecimento? Só tem que continuar a ler e deixar-se ser transportado ao longo da História. Prepare-se e embarque nesta viagem!

Definição de arquitetura

Arquitetura resulta da junção das palavras gregas “arché” (que significa primeiro ou principal) e “tékton” (que quer dizer construção”). Refere-se ainda à forma como o homem interfere no espaço, criando estruturas estéticas e funcionais para as diversas atividades do seu quotidiano.

Na área académica, a história da arquitetura refere-se a uma disciplina da História da Arte, que tem como função estudar a evolução histórica, os princípios, ideias e realizações da arquitetura.

A história da arquitetura

Definida a palavra, chegou a altura de aprofundar o tema que o levou a  abrir e ler este artigo. Assim, prepare-se para uma objetiva mas correta lição sobre a história da arquitetura. 

Idade da Pedra

Tudo começa na pré-história, assim que o homem começou a ter necessidades de se abrigar e proteger. Faziam-no, sobretudo, através da criação grutas, aperfeiçoando-as de acordo com o que necessitavam. Adequavam-se, portanto, ao estilo de vida nómada da época.

Já no período Neolítico, o homem dominava a arte de trabalhar a pedra, surgindo, por isso, os primeiros monumentos de que há registo. Um exemplo é o famoso Stonehenge, localizado no Reino Unido.

Construções como as antas, os dólmens ou câmaras mortuárias demonstram que além de servirem para abrigarem os mortos, havia o simbolismo de preservá-los. Porquê? Porque acreditavam que existia uma vida para além da morte.

Antiguidade

Enquanto as civilizações evoluíam e cresciam, surgiu a necessidade de se desenvolverem construções capazes de dar resposta às constantes ameaças bélicas sofridas ao longo da História.

Na altura, a crença em deuses vivos, génios e demónios dominava a humanidade. Decerto que tal facto influenciava diversos aspetos quotidianos, que tinham como base o respeito e a adoração aos seres divinos. Desse modo, surgiram diversos edifícios principais nas diferentes cidades mundiais dedicadas à religiosidade, mais concretamente palácios e templos.

Ao longo da arquitetura antiga, existiram muitos estilos que tiveram a sua importância na época. Acontece que, inegavelmente, existem três civilizações que marcaram esta fase da História. Conheça-as:

Egípcios

De acordo com os relatos históricos, em IV a.C. deu-se a unificação política dos povos que habitavam as margens do rio Nilo, surgindo a civilização egípcia.

Embora o homem já dominasse a arte de trabalhar a pedra na Idade da Pedra, pode-se dizer que foram os egípcios que desenvolveram as técnicas de construção com esta matéria-prima. Tal se deveu por este recurso ser mais duradouro que os tijolos crus, numa clara ideologia de que tudo tinha que ser durar para sempre.

Recorrendo a encaixes de madeira que lhes permitiam empilhar as pedras sem recorrer a massa para unificá-las, construíram colunas de pedra de grandes dimensões. Quer um exemplo da aplicação desta técnica? Basta pesquisar sobre as Pirâmides de Gizé.

Gregos

A par da religiosidade, na Grécia dava-se também grande importância à razão. Era este o grande motivo pelo qual tudo, desde cálculos matemáticos à geometria, era pensado e idealizado de forma milimétrica.

Apesar de possuírem uma forma de encaixe semelhante à que era usada pelos egípcios, os encaixes de madeira foram sendo substituídos por outro material: o ferro. Assim, sugiram os encaixes e as dobradiças de metal, que conferiam maior resistência às suas estruturas feitas de mármore.

Romanos

De forma idêntica aos gregos, os romanos preocupavam-se com detalhes realistas e com a beleza das suas criações. Contudo, idealizavam-nas para fins militares, isto é, para celebrar as suas conquistas. De que modo? Construindo esculturas, monumentos, obeliscos e arcos. Em termos de legado arquitetónico, sem dúvida que se destacam as estradas e os aquedutos de água para abastecer as povoações.

De forma a adequarem as suas construções à sua realidade, os romanos tiveram que se adaptar no que diz respeito aos materiais usados. Dessa necessidade surgiu, então, a mistura de areia vulcânica com calcário e ladrilhos partidos. Graças a esta massa, conseguiram construir grandes estruturas, como é o caso do Panteão.

Idade Média

Compreendida entre os séculos V e XV, a Idade Média foi marcada, sobretudo, pela construção edifícios ligados à fé, nomeadamente catedrais e igrejas. Assim nasceram os estilos gótico, romântico e bizantino, todos com traços de inspiração cristã. Um exemplo desta época é a Catedral de Norte Dame, em Paris, construída entre 1163 e 1250.

De forma geral, as construções caracterizam-se, sobretudo, pelas suas grandes dimensões. Um esforço humano para alcançar os limites celestiais e, com recurso às torres pontiagudas, alcançar Deus. A par da fachada exterior, as igrejas foram feitas altas e espaçosas com o intuito de acolherem o máximo de fiéis possíveis.

De modo a poder sustentar as empreitadas, surgiram algumas técnicas de arquitetura. Por exemplo, os arcobotantes, feitos no exterior, em forma de arco e apoiados sobre um contraforte, que ampara uma parede ou abóbada, são uma dessas técnicas. Já as abóbadas de arcos cruzados (em ogiva) eram os responsáveis pela elevação vertical da construção e pela distribuição do seu peso em vários pontos.

Em termos ornamentais, sem dúvida que os vitrais (muito trabalhados e coloridos) e as rosáceas são a grande imagem de marca da Idade Média. Permitiam, assim, criar um bonito jogo de luzes, cores e sombras nos edifícios.

Renascimento

Após um período ligado à religião, eis que surge o Renascimento para dar um novo rumo à História. Ao contrário da Idade Média, esta época está ligada à razão, ao humanismo e ao homem no centro das coisas (antropocentrismo). Foi a partir daqui que os artistas voltaram a assinar as suas obras.

Graças à descoberta dos 10 livros de Vitrúvio, arquiteto romano, os renascentistas começam a ter noções e técnicas de perspetiva, proporções e planeamento, nomeadamente no que diz respeito à construção de maquetes.

Agora, o desenho e as perspetivas eram os pontos-chave das construções arquitetónicas. Dois exemplos que ilustram bem este período são a cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma, e a cúpula de Florença, na Itália.

Modernismo

Embora o termo “moderno” dê a sensação de atualidade, a realidade é que este estilo não é tão recente assim. Dominou sobretudo no início do século XX, indo numa direção totalmente oposta aos estilos que tinham sido verificados anteriormente. Os edifícios de carácter religioso ficam para trás, dando lugar aos prédios e aos arranha-céus, numa clara demonstração do novo estilo de vida do homem desse século.

A par das linhas retas e da simplicidade, a funcionalidade é tida como o principal elemento das construções. Os conceitos de socialização, integração e convivência passam a ser valorizados, algo que transparece nas dimensões das criações, que passam a ser amplas e com áreas livres.

Uma das grandes influências modernistas e que perdura até aos dias atuais é a Bahaus, uma escola de arte vanguardista na Alemanha. Foi fundada em 1919 e tornou-se numa das referências mais importantes da arquitetura moderna.

Pós-modernismo

Pode-se dizer que esta é uma espécie de crítica ao modernismo, recorrendo, até, ao uso irónico de diversas referências históricas.

O interesse pela cultura popular cresce e a atenção sobre o contexto da inserção de projetos também. Voltam-se a ver ícones e símbolos históricos numa espécie de comunicação de valores culturais.

Destaca-se neste intervalo o minimalismo e a engenharia como partes integrantes dos projetos arquitetónicos, bem como a qualidade técnica e concetual dos arquitetos, que tem vindo a ser aprimorada desde a Segunda Guerra Mundial. É possível verificar essas melhorias nos formatos irregulares e distorcidos que os edifícios possuem sem, no entanto, perder a sua parte estética ou funcional.

A par do que já foi referido, o conceito sustentável marca esta nova fase. Por exemplo, o “30 St Mary Axe”, em Londres, conta com 180 metros de altura e tem cerca de metade do consumo energético de um prédio tradicional e é um claro exemplo da pós-modernidade.

 

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