Tal como seria de esperar, Portugal não ficou imune às transformações ocorridas aos longo dos diversos séculos da história da arquitetura mundial. Contudo, deve-se destacar que o país conta com uma arquitetura própria, de estilo e traços únicos e inconfundíveis, conheça neste artigo a história da arquitetura portuguesa.
Pode-se afirmar que a arquitetura lusa é marcada pela influência dos diversos povos que se instalaram no país a partir do século III. Quem “inaugurou” esse marco foram os suevos e os romanos, contudo, não foram os únicos a deixar as suas marcas.
Da passagem romana por Portugal, ficaram as construções de grandes dimensões, sobretudo no que diz respeito às infraestruturas. As pontes, as estradas e os aquedutos são os principais elementos desta época que marcaram o desenvolvimento do país. Algum desse legado perdura até aos dias atuais.
Mais tarde, perto do século VIII, os muçulmanos instalaram-se no país, sobretudo na zona sul do território português. A construção de mesquitas e palácios, recorrendo a taipa e a alvenaria de pedra.
Após o período árabe no país, diverso nobres e monges franceses fixaram-se em terras lusas para construírem igrejas. O seu principal objetivo era retomar a fé cristã após as invasões muçulmanas. Por isso, nessa época o estilo predominante era o romano. Uma obra desse período é a Igreja Sé Velha, em Coimbra.
De forma mais tardia quando comparado com o resto da Europa, o estilo gótico também deixou a sua marca na história da arquitetura portuguesa. Uma das referências é o Mosteiro da Batalha.
A partir do século XVI foi introduzido o estilo renascentista, contudo, não teve uma grande expressão devido ao surgimento e evolução de outros estilos, como é o caso do Manuelino.
Estilo Manuelino – o gótico português tardio
Conhecido como o gótico português tardio, este estilo surgiu durante o reinado de D. Manuel I, em 1495, numa fase em que as navegações portuguesas pelo Oriente prosperavam. Por isso, o investimento em grandes empreitadas era comum, para mostrar ao mundo o poder de Portugal.
Dada a época histórica, ao observar as obras desta altura (a Torre de Belém, por exemplo), é possível notar a presença de elementos marítimos, fazendo alusão às navegações portuguesas. Os símbolos religiosos e alguns elementos da arquitetura gótica fundiam-se.
Estilo barroco
Em Portugal, este estilo teve início por volta de 1600, chegando, novamente, de forma tardia. Tal se deveu ao domínio espanhol, em que o país enfrentou uma crise política e económica, preservando a sua identidade cultural durante esse período.
Na arquitetura portuguesa, este estilo é marcado pelo dinamismo, fortes contrastes, elementos dramáticos, opulência e realismo em grande escala, sobretudo ligado à espiritualidade. O Panteão Nacional é uma obra desta era.
Azulejos portugueses
Não se podia deixar de dar ênfase aos azulejos portugueses, um dos traços mais próprios da arquitetura portuguesa. Surgiram durante a visita de D. Manuel I a Espanha, onde ficou encantado com os azulejos que lá viu. Assim, decidiu importar o material e aplicá-lo no Palácio Nacional de Sinta. Mais tarde, foram criadas fábricas para produzir azulejos com a estética que conhecemos atualmente. A Capela das Almas, no Porto, tem o seu exterior coberto com perto de 16 mil azulejos.
Depois desta grande viagem pela história da arquitetura, podemos afirmar que muito foi feito e os feitos alcançados marcaram todos os séculos que se seguiram. Contudo, como em diversas áreas do conhecimento, fica a dúvida no ar quanto ao que o futuro reserva.
Como serão os edifícios do futuro? Que técnicas e materiais irão surgir? Nascerá um novo estilo arquitetónico? São dúvidas para as quais ainda não há resposta, porém, existe uma só certeza: esta história ainda tem muitas páginas para serem escritas. Certamente que novidades chegarão e um novo capítulo na arquitetura surgirá.
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